13/11/2012

ILPis - Resumo

Foto: Voluntária - Conselho Fiscal com a interna do LIPJOL
O aumento da longevidade em nosso país tem trazido diversas questões para a gestão das políticas públicas, dentre as quais o aumento da demanda por Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). Tais instituições surgiram historicamente para atender a pessoas em situação de pobreza, com problemas de saúde e sem suporte social. Atualmente, os determinantes da institucionalização têm sido mais bem conhecidos através de estudos sobre o perfil das ILPIs e do público atendido, características e necessidades das instituições, as quais apresentam, em muitas situações, problemas na gestão, que as deixam ainda distantes do padrão de qualidade desejável definido na legislação que regula os direitos dos idosos no país. Com base nessa contextualização, este artigo apresenta um panorama de algumas ações desenvolvidas no município do Rio de Janeiro, apontando demandas e dificuldades que motivam a busca pelas ILPIs, as alternativas oferecidas aos idosos e os principais desafios. Conclui-se que é importante ampliar esse debate, para que se possa avançar na proposição e implementação de novas propostas e modelos alternativos à institucionalização. 

Fonte: 

Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia

O QUE É UMA ILPI


As Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) 
são estabelecimentos para atendimento integral 
institucional, cujo público-alvo são as pessoas de 
60 anos ou mais, dependentes ou independentes, 
que não dispõem de condições para permanecer com
 a família ou em seu domicílio. Essas instituições, 
conhecidas por denominações diversas – abrigo, lar, 
casa de repouso, clínica geriátrica e ancianato – 
devem proporcionar serviços nas áreas social, 
médica, psicológica, odontológica, de enfermagem, 
fisioterapia, terapia ocupacional, 
entre outras, conforme necessidades desse segmento etário.

O idoso e a família


Colaboradora : Dra Mônica Cristine Jove Motti * - * Médica geriatra
A importância da família na vida do idoso começa desde a sua infância e adolescência, onde existe a proteção, o carinho e a educação. Continua com o apoio em diversos momentos da vida, na formação, no equilíbrio afetivo e no desenvolvimento físico e social. É através deste habitat que o ser humano cresce e se desenvolve, atingindo a vida adulta, onde sai do ninho para construir a sua própria família.
Familia e o idoso
Família esta que é adicionada por pais maternos e paternos, avós e tios…, onde encontramos pessoas com idade maior de 60, 70, 80 e até 90 anos, as quais podem apresentar-se independentes ou não, com autonomia ou acamadas, com quadros de demência ou ainda gestores financeiros para a nova família. Nossa, quantas mudanças na vida de um ser humano, mudanças na qualidade de vida, na afetividade, nos novos relacionamentos e na própria construção do novo seio familiar.
Dentro da família a pessoa é vista por ser ela mesma,independente da utilidade econômica, política ou social, ela é única, sem máscaras, na sua intimidade, faz parte da família sempre.
O idoso é visto como o principal membro da comunidade familiar, pois ele representa uma história de vida, a história daquela família, como se codificasse um gene, a biografia.